Famoso pelo luxo, Roberto Justus quer investir no Minha Casa Minha Vida em MS
O projeto de 5 mil moradias que o empresário Roberto Justus tenta vingar em Mato Grosso do Sul é completamente diferente do que normalmente se associa à i...
O projeto de 5 mil moradias que o empresário Roberto Justus tenta vingar em Mato Grosso do Sul é completamente diferente do que normalmente se associa à imagem do empresário famoso pela vida de luxo.
O empresário Roberto Justus apresentou em Campo Grande um projeto para construção de até 5 mil moradias populares utilizando o sistema Light Steel Frame. O modelo prevê casas pré-fabricadas, com estruturas produzidas em fábrica e montagem rápida no local, prometendo redução significativa no tempo de obra. A iniciativa, que já conta com investimento de R$ 300 milhões, depende de aprovações regulatórias e volume expressivo de unidades para viabilizar uma fábrica na capital sul-mato-grossense. O projeto foi apresentado à prefeita Adriane Lopes e ao governador Eduardo Riedel, com perspectivas de atender também outras regiões do Centro-Oeste.
Responsável pela operação da Steel Corp em Mato Grosso do Sul, o empresário Gustavo Cesari detalhou que o projeto utiliza o sistema Light Steel Frame, com estruturas produzidas em fábrica e montagem no local, em projeto popular do Minha Casa Minha Vida. “A casa já vem praticamente pronta, com pintura, janelas e parte hidráulica. No local, a gente só faz a montagem”, explicou ao Campo Grande News.
A principal promessa é a redução no tempo de obra. “Depois da infraestrutura pronta, uma equipe consegue montar uma casa em um a três dias. Tem equipe que faz em um dia”, disse.
Segundo Gustavo, o modelo também amplia o tipo de empreendimento possível. “A gente consegue produzir casas, apartamentos de dois e quatro pavimentos, além de creches, escolas e unidades de saúde ”, afirmou.
Ele também rebateu a resistência ao modelo. “Muita gente acha que casa popular precisa ser feia ou inferior, mas não é. São produtos bonitos, bem acabados e tecnológicos”, disse.
Sobre o desempenho no clima da região, afirmou que o sistema se adapta bem às temperaturas locais. “A casa mantém temperatura interna entre 22 e 26 graus. No calor, ela fica mais fresca. No frio, mais quente”, declarou.
Gustavo aponta ainda a demanda como principal fator para o interesse na Capital. “A demanda por habitação popular é muito alta. Existe espaço”, disse.
Apesar do discurso de expansão, a instalação de uma fábrica em Campo Grande ainda depende de aprovação e escala. “A gente precisa de um volume expressivo de unidades aprovadas. Se isso avançar, é muito provável que a fábrica venha para cá”, afirmou Gustavo.
Quando esteve aqui, Roberto Justus intensificou a articulação política para tentar viabilizar o projeto. Depois de apresentar a proposta na Câmara Municipal, ele e o grupo responsável pela operação se reuniram com a prefeita Adriane Lopes (PP) e com o governador Eduardo Riedel (PP) pedindo celeridade nos processos.
Fonte: Campo Grande News